
Num mundo a deliar, pára quem o louco/a és tu ;
Se podes crêr em ti , com toda a força da alma ;
Quando ninguém te crê, se vais faminto/a e nu/a,
Trilhando sem revolta um rumo solitário ;
Se á torva intolerância,á negra incompreenção ,tu podes responder , subindo o teu calvário;
Com lágrimas de amor e benção de perdão ;
Se dás ternura , amor a quem te da rancor ,
Senhar, mas comservar-te acima do teu sonho ;
Entre o clarão do inferno,encontro a luz do teu sorriso risonho ;
Se podes encarar, com indiferença igual.
O triunfo e a derrota eternos impostores;
Se podes resistir á raiva ou á vergonha ...
E sem dizer palavra e sem termo agreste .
Voltares ao princípio, a construír de novo ...
"O_Vento"